07/05/2013

[FSP] Quem quer viver para sempre?

Quem convive um pouco comigo sabe da minha fascinação pelo estudo e descobertas do prolongamento da vida. Pra mim viver 100 anos seria pouco, estou em busca dos 1.000.

Li esse texto do João Pereira Coutinho na Folha hoje. Compartilho aqui.

Quem quer viver para sempre?
Eu já deveria estar morto. Ou a caminho de. Para alguns leitores, nunca uma frase soou tão verdadeira.
Mas eu falo de história, não de afetos. Se tivesse nascido em Portugal cem anos atrás, já haveria lápide e caixão. Dá para acreditar que, em inícios do século 20, a esperança média de vida para os homens portugueses rondasse os 35-40 anos?
Hoje, andará pelos 80. O que significa que, com sorte e algum bom humor do Altíssimo, eu estou apenas no meio da viagem.
Se juntarmos os progressos da medicina no futuro próximo, é possível que a viagem seja alargada mais um pouco. Cem anos, cento e tal. Nada mau.
Um artigo recente da "Nature", aliás, promete revoluções para a minha pobre carcaça. O segredo está no hipotálamo cerebral e numa proteína do dito cujo que regula o envelhecimento humano.
Não entro em pormenores, até porque eu próprio não os entendo. Mas eis o negócio: se a proteína é estimulada, os ratinhos morrem mais depressa. Se a proteína é inibida, acontece o inverso.
Falamos de ratos, por enquanto, o que significa que a descoberta só terá aplicação imediata entre a classe política.
Mas o leitor entende onde eu quero chegar. E eu quero chegar à maior promessa de todas: o dia em que seremos finalmente imortais.
Na história da cultura ocidental, esse dia pode estar no passado distante (ler o poeta grego Hesíodo, ler a Bíblia).
Ou pode estar no futuro, como garantem os "transumanistas". Falo de uma corrente bioética perfeitamente respeitável que se dedica a essa causa: o destino da humanidade não está em morrer aos cem. Está em viver indefinidamente depois dos cem. Como?
Através dos avanços da tecnologia, claro. Porque só a tecnologia permitirá aos homens suplantar a sua infantil condição mortal.
O nosso corpo é apenas a primeira casca de todas as cascas que estarão para vir. E quem, em juízo perfeito, não gostaria de viver para sempre?
Curiosamente, há quem não queira. O filósofo inglês Roger Scruton, em ensaio recente, dedica um capítulo específico aos transumanistas. O livro intitula-se "The Uses of Pessimism and the Dangers of False Hope" (os usos do pessimismo e os perigos da falsa esperança). Segundo sei, será publicado no Brasil em breve. Recomendo.
Primeiro, porque é uma súmula perfeita do pensamento de Scruton, escrito com a elegância habitual do autor.
Mas sobretudo porque é a mais brilhante refutação do pensamento utópico --e em particular do pensamento utópico transumanista de autores como o norte-americano Ray Kurzweil ou o britânico Max More--, que me lembro de ter lido.
Isso deve-se, em grande parte, ao fato corajoso de Scruton ter sido capaz de virar o debate do avesso e perguntar: por que motivo a doença e a morte devem ser vistos como males intoleráveis que devemos erradicar? Não será possível olhar para eles como bens necessários?
Certo, certo: ninguém ama a doença e, tirando casos extremos, ninguém deseja morrer. Só que esse não é o ponto.
O ponto é que, sem a doença e a morte, a vida não teria qualquer valor em si mesma.
Os projetos que fazemos; as viagens com que sonhamos; os amores que temos, perdemos, procuramos; e até a descendência que deixamos --tudo isso parte da mesma premissa: o fato singelo de não termos todo o tempo do mundo.
Vivemos, escolhemos, amamos --porque temos urgência em viver, escolher e amar. Se retirarmos a urgência da equação, podemos ainda viver eternamente.
Mas viveremos uma eternidade de tédio em que nada tem sentido porque nada precisa ter sentido. Sem a importância do efêmero, nada se torna importante.
Os transumanistas sonham com um mundo pós-humano. É provável que esse mundo seja possível no futuro, quando a técnica suplantar a nossa casca primitiva.
Mas esse mundo, até pela sua própria definição, será um filme diferente. Não será um filme para seres humanos tal como os conhecemos e reconhecemos.
Viver até os cem? Agradeço.
Cento e vinte também servem. Mas se me dissessem hoje mesmo que o meu futuro duraria uma eternidade, eu seria o primeiro a pular da janela sem hesitar.

03/05/2013

A simpatia dos cacoetes

Simpatizo muito com pessoas que tem tiques-nervosos ou cacoetes.

Dá uma olhada na baixista da banda Haim. E aproveita e curte que a música que também é boa.

22/04/2013

Panela velha...

e bota velha nisso.

20/04/2013

Anthony Bourdain em São Paulo

Atualmente minha TV fica ligada somente em dois canai - o TLC (canal 94) e o OFF (111). Um fala sobre comida e outro sobre viagens e é justamente por esses dois motivos que gosto tanto de fazer algo que junte os dois.

Anthony Bourdain mudou o formato do seu programa Sem Reservas para um chamado The Layover. Nesse novo formato ele tem entre 36 a 48 horas para desbravar uma cidade.

Coloco aqui o episódio de São Paulo, com dicas excelentes de lugares que muitos paulistanos ainda não conhecem. Uma pena.

Dá o play e anota as dicas...

12/04/2013

Quer emoção? Vá empreender

Há mais de um ano no projeto do restaurante tenho lidado, visto e sentido o quanto o país parece uma força contrária a sua vontade de fazer algo novo, diferente e que crie valor para alguém.

Cartório que ganham dinheiro baseado na desconfiança que temos um dos outros. Juntas comerciais, contratos, certidões, regras e taxas. Mas quem é brasileiro não desiste nunca, não é?

Compartilho então esse texto do Ronaldo Lemos na revista Trip desse mês. Boa leitura.

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COMPETITIVIDADE NO BURACO

O Brasil deveria apoiar de forma incondicional a inovação
05.04.2013 | Texto: Ronaldo Lemos* | Fotos: “Os cartazes desta história”, coedição Escrituras Editora e Instituto Vladimir Herzog

O Brasil deveria apoiar de forma incondicional a inovação. Seu único custo seria somar inteligência com vontade política. Inteligência o Brasil tem de sobra. A outra mercadoria é que está em falta
Em um mundo cada vez mais conectado, que está explodindo de ideias, o Brasil está ficando para trás na sua agenda microeconômica. Hoje não faltam inovações que mudam completamente as possibilidades de organização política, econômica e social. Os exemplos são muitos e incluem desde as várias formas decrowdfunding, passando pelo barateamento das impressoras 3-D, até os sites que oferecem compartilhamento de produtos, que vão de carros (Zipcar) e apartamentos (Couchsurfing) a animais de estimação (Petside). O tema ganhou até a capa da revista The Economist em março de 2013, com o título “A economia do compartilhamento”.
Essas são todas mudanças no plano microeconômico, que, em breve, começarão a influir de forma determinante no plano macroeconômico. Só tem um problema: o Brasil não está nem um pouco preocupado com elas. Está acontecendo um fenômeno interessante com o nosso país. Desde meados dos anos 90, o país ficou obstinado com sua política macroeconômica. Obviamente, isso foi muito positivo. Resultou no controle da inflação e em enormes avanços sociais nos últimos anos.
Só que, nesse período, a agenda microeconômica foi deixada de lado. E agora tornou-se um problema. Sem pensar nela, a competitividade do país vai aos poucos sendo erodida. Deixamos de assimilar e aproveitar mudanças como as mencionadas acima. Por exemplo, as impressoras 3-D. De objeto de curiosidade, hoje há cada vez mais gente apostando nelas como motor de uma nova revolução industrial. Isso porque, ao permitir a reprodução de qualquer objeto, elas democratizam um poderoso meio de produção, transformando em empresário quem se dispuser a pagar cerca de US$ 1 mil por uma delas.
CUSTO BRASIL
Mas não é só isso. Grande parte do chamado Custo Brasil é resultante do descaso com a agenda microeconômica. Veja só o exemplo do Chile. O país acabou de passar uma lei que torna possível abrir uma empresa em um único dia, pela internet e a custo zero. No Brasil, abrir uma empresa leva em média 119 dias e custa cerca de R$ 2 mil. Isso joga a competitividade do país no buraco.
Nos últimos anos houve algum avanço na agenda microeconômica, como a aprovação de uma nova lei de falências. Mas isso não basta. Para decolar para valer, o Brasil deveria apoiar de forma incondicional a inovação, o empreendedorismo e a criatividade necessários para que isso aconteça. Deveria começar cuidando da agenda digital: aprovar o Marco Civil da Internet, que está no Congresso, a lei de proteção à privacidade e aos dados pessoais e fazer a reforma da lei de direitos autorais, especialmente para regular o Ecad, como acontece em outros países.
Deveria depois passar uma lei obrigando os cartórios de registro de imóveis a colocar todos os seus registros on-line, de forma padronizada e acessível a qualquer pessoa, inclusive computadores. Só isso traria uma onda enorme de transparência e empreendedorismo ao mercado imobiliário. Permitiria a criação, no Brasil, de sites como o Trulia, que revolucionou o mercado nos EUA, onde é possível saber o preço de qualquer imóvel e as evoluções do mercado.
Esse é só o começo. O mais importante é que essas são mudanças que não custam nada para o Tesouro Nacional e que trariam resultados positivos imediatos. Seu único custo seria somar vontade política com inteligência para pensar o país. Inteligência o Brasil tem de sobra. A outra mercadoria é que está em falta.
*Ronaldo Lemos, 36, é diretor do Centro de Tecnologia da FGV-RJ e fundador do sitewww.overmundo.com.br. Seu e-mail é rlemos@trip.com.br

10/04/2013

Um manifesto

"LiveUnbound (algo como “viva sem limites”, em inglês) é um manifesto criado para motivar qualquer pessoa a perceber suas restrições e potenciais para ir além. 

A ideia pode não ser nenhuma novidade, mas foi bem desenvolvida nesse projeto. O ponto de partida é dar pistas para que qualquer um descubra aquilo de que realmente é capaz. Para isso, foi feita uma compilação de imagens de esportes de ação com alguns atletas que correm riscos – e muitas vezes se dão mal – pela busca do “viver sem limite”


A mensagem que o manifesto LiveUnbound quer passar tem a ver com a recompensa verdadeira. “É melhor estar no primeiro degrau da escada que você quer realmente subir do que estar no último de uma que não quer.” As incertezas e o fato de o topo às vezes estar nublado não significam você está no caminho errado. Na verdade o medo pode ser um embaço, mas ele é a garantia, uma declaração positiva afirmando que este é o caminho para a vida que você realmente deseja. E que leva às maiores recompensas da vida: paz, realização e felicidade"





fonte: Revista GoOutside

07/04/2013

O beijo

Pobre do blog estava meio abandonado.

Sei lá se é um misto de falta de assunto ou muito assunto e pouco tempo. Aproveitando que hoje é um dia especial posto um video sobre o que eu acho que é aquilo que qualquer casal busca.